domingo, 1 de janeiro de 2012

In Memoriam (pachecus et aventinus)

Passamos a vida
a abrir as gavetas do mundo
e a trocar o seu conteúdo.

Infelizmente,
encontramos sempre
o que procuramos

domingo, 25 de dezembro de 2011

B Fachada





Deus, Pátria e Família

I

Faz sinal ao galo vencedor
Que esta dança é arriscada
Vai pela crista não vás num bom cantor
Que a cantiga está mal parada

Portugal está para acabar
É deixar o cabrão morrer
Sem a pátria para cantar
Sobra um mundo para viver
Chegam flores do estrangeiro
Já escolhemos o coveiro
Por mim é para queimar
Mas não quero exagerar

Não à glória nacional
Não á força não letal
Já não canto sobre amores
Nem me perco no recheio
É que em terra de amadores
Basta ter o pau a meio

Eu não sei português
E que se foda Portugal
Eu canto em fachadês
A minha língua paternal

Impotência cultural
Nem que fossem 100 Lisboas
Cidadão é animal
E eu faço isto é para pessoas

Estou farto de ser fraco
Vou lutar pela desordenação
É hora do boicote
Já não chega a abstenção
Chegar ali tem que doer
Tamanha a piça do poder
Comer no rabo de meninas
Nos herbívoros é que estão as vitaminas

Faz sinal ao galo vencedor
Que esta dança é arriscada
Vai pela crista não vás num bom cantor
Que a cantiga está mal parada

Eu não sei português
E que se foda Portugal
Eu canto em fachadês
A minha língua paternal


II

Partiste a cama
Gostas mais do chão
Se não fosse amor
Ninguém diria que é paixão
Dormir a meias
Já faz parte de te acordar
Coisas feitas vais ter que as procurar
Passo a tarde no piano
A trabalhar o desengano
A estrofe avança o refrão é para rezar
Que tu é que és a deusa deste lar

Faz sinal ao galo vencedor
Que esta dança é arriscada
Vai pela crista não vás num bom cantor
Que a cantiga está mal parada

Portugal vai rebentar
É deixar o cabrão sofrer
Sem a pátria para queimar
Há mais tempo para viver
Chegam flores entre as estrangeiras
Mas 3 tristes parideiras
Que venham cá curtir
Já que não há nada para partir

Não à força nacional
Não à glória não letal
Já não há cú para doutores
Que o pau fica-me sempre a meio
Que em terra de amadores
Basta ter algum paleio

Eu não sou português
E que se foda Portugal
Eu canto em fachadês
A minha língua paternal

Traz no colo uma missão
Fiz a cama dos teus pais
Passo a boca
Tiro a roupa
Nunca quis saber demais
Dás-me o outro lado
Para não estragares o penteado
Eu estou sossegado
Ninguém quer mais que ser um pai babado
Ninguém quer mais que ser um pai babado

sábado, 24 de dezembro de 2011

assim




Its quarter to three,
There's no one in the place cept you and me
So set em up joe
I got a little story I think you oughtta know

Were drinking my friend
To the end of a brief episode
So make it one for my baby
And one more for the road

I know the routine
Put another nickel in that there machine
Im feeling so bad
Wont you make the music easy and sad

I could tell you a lot
But you gotta to be true to your code
So make it one for my baby
And one more for the road

Youd never know it
But buddy Im a kind of poet
And Ive got a lot of things I wanna say
And if Im gloomy, please listen to me
Till it's all, all talked away

Well, that's how it goes
And joe I know you're gettin anxious to close
So thanks for the cheer
I hope you didn't mind
My bending your ear

But this torch that I found
Its gotta be drowned
Or it soon might explode
So make it one for my baby
And one more for the road

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011



afinal o bem e o mal
passeiam-se num parque que evoco bosque.
fundem sombras, cruzam mãos, prometem bocas
e sorriem.

a sua paz é-nos alheia (até ao bone);
o mal, de ser tão banal
e o bem também.

gramática de cinzas e esquecimentos,
ausentes da paz.

pastores de medos e de segredos...
teremos que seguir calados
(assim comprometidos)

é miserável a tristeza da morte
quando nos torna ladrões da nossa própria vida.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

as inevitáveis 5 da matina