Mostrar mensagens com a etiqueta afectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta afectos. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
In Memoriam (pachecus et aventinus)
Passamos a vida
a abrir as gavetas do mundo
e a trocar o seu conteúdo.
Infelizmente,
encontramos sempre
o que procuramos
a abrir as gavetas do mundo
e a trocar o seu conteúdo.
Infelizmente,
encontramos sempre
o que procuramos
Labels:
afectos
sábado, 24 de dezembro de 2011
assim
Its quarter to three,
There's no one in the place cept you and me
So set em up joe
I got a little story I think you oughtta know
Were drinking my friend
To the end of a brief episode
So make it one for my baby
And one more for the road
I know the routine
Put another nickel in that there machine
Im feeling so bad
Wont you make the music easy and sad
I could tell you a lot
But you gotta to be true to your code
So make it one for my baby
And one more for the road
Youd never know it
But buddy Im a kind of poet
And Ive got a lot of things I wanna say
And if Im gloomy, please listen to me
Till it's all, all talked away
Well, that's how it goes
And joe I know you're gettin anxious to close
So thanks for the cheer
I hope you didn't mind
My bending your ear
But this torch that I found
Its gotta be drowned
Or it soon might explode
So make it one for my baby
And one more for the road
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sem o coronel, este quartel não é a mesma coisa
A Explosão da Imagem
Há muitos anos numa feira de loiça,
rosa ramalho deu-me um dos seus bonecos
de barro, e contou-me nesse dia a uma amiga
que me acompanhava uma história qualquer
de discussão e zanga: -- e sabe o que eu lhes disse,
menina ? um "caralhinho !" a frase foi
sublinhada com um manguito engelhado
e um riso divertido de barcelos.
passou muito tempo, mas lembro-me, rosa
ramalho recomendou-me que metesse
o boneco de barro cru, modelado de fresco,
no forno na cozinha, assim fiz e aquelas
formas húmidas explodiram pouco
depois, "-- o boneco
foi pró boneco" repetiam a rir-se
outras pessoas, pequeno monstro
mágico, das suas metamorfoses
ingénuas, fez-se pó, é o destino dos monstros
populares e dos outros, no
barro de que são feitos, a
minha amiga casou e mudou de cidade,
já passou mesmo muito tempo.
eu fui à minha vida, entretanto a rosa
ramalho morreu. tenho a certeza
de que ainda discute exclamando
" -- sabe que mais? -- um caralhinho !"
e que sabia o que ia acontecer
quando me disse que o boneco tinha
de ir ao forno. quem faz, desfaz.
Vasco Graça Moura, in "Poemas com Pessoas"
Há muitos anos numa feira de loiça,
rosa ramalho deu-me um dos seus bonecos
de barro, e contou-me nesse dia a uma amiga
que me acompanhava uma história qualquer
de discussão e zanga: -- e sabe o que eu lhes disse,
menina ? um "caralhinho !" a frase foi
sublinhada com um manguito engelhado
e um riso divertido de barcelos.
passou muito tempo, mas lembro-me, rosa
ramalho recomendou-me que metesse
o boneco de barro cru, modelado de fresco,
no forno na cozinha, assim fiz e aquelas
formas húmidas explodiram pouco
depois, "-- o boneco
foi pró boneco" repetiam a rir-se
outras pessoas, pequeno monstro
mágico, das suas metamorfoses
ingénuas, fez-se pó, é o destino dos monstros
populares e dos outros, no
barro de que são feitos, a
minha amiga casou e mudou de cidade,
já passou mesmo muito tempo.
eu fui à minha vida, entretanto a rosa
ramalho morreu. tenho a certeza
de que ainda discute exclamando
" -- sabe que mais? -- um caralhinho !"
e que sabia o que ia acontecer
quando me disse que o boneco tinha
de ir ao forno. quem faz, desfaz.
Vasco Graça Moura, in "Poemas com Pessoas"
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Para AT (uma amizade com tanto de inesperado como de especial)
meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrançacalor
meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão
Paulo Leminski ( in "Não Fosse Isso e Era Menos, Não Fosse Tanto e Era Quase")
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrançacalor
meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão
Paulo Leminski ( in "Não Fosse Isso e Era Menos, Não Fosse Tanto e Era Quase")
Labels:
afectos
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
(re)conciliações
Porque há momentos assim... em que fazemos as pazes com o mundo (e assim connosco próprios)!
Um beijo, o vislumbre de uma árvore, um cheiro, uma lembrança que julgávamos perdida para sempre, um sorriso de lábios e olhar, uma presença, uma emoção.
Hoje tive um momento assim. Não o vou estragar com qualquer adjectivo...Valeu por si!
Um beijo, o vislumbre de uma árvore, um cheiro, uma lembrança que julgávamos perdida para sempre, um sorriso de lábios e olhar, uma presença, uma emoção.
Hoje tive um momento assim. Não o vou estragar com qualquer adjectivo...Valeu por si!
Labels:
afectos
Subscrever:
Mensagens (Atom)






