domingo, 7 de junho de 2015

Domingo, provavelmente

 












Edouard Manet - Dead Matador

Mesmo que à distância tudo pareça reduzido a decibeis, boas vontades, (e p'ra cuspir de uma vez só
duas das mais abomináveis palavras que esta língua tem - de grafar, de dizer e de pensar) purezas  e inocências, tempos houve em que a todos  parecia possível e natural ACREDITAR.






   Se a hiperactividade, o bom (e fidelíssimo) doutor, o violino e a cocaína produzissem o habitual, (em semelhantes circunstâncias) vendaval em  Baker Street, 221 B, na bipolar Londres *, sede de Império a sério, muito dada a convivências classe e lama, arrastando Mrs Hudson na deliciosa quebra de rotina vitoriana, a que se rende perante uns débeis protestos (de bom tom, embora não cheguem para embaciarem o brilho daquele olhar bem comportado).
   Eis-me zonzado (para não dizer mais forte) porque desta salada pelintra, claro que não convidado para o lanche da alarvidade e  futebóis, ou no que seja que se pontapeia nestes dias que correm, resultou uma espécie de cadáver esquisito ( e não o são todos, já não habitados pelo sr do 4º, ou daquela senhora que dava o caso de ser muito minha, tia.
   Se estranho o resultado (o nosso senhor lapin, e este  Macgiver de trazer por casa e que lendo a biografia autorizada de Sir Winston Churchill, percebendo-a mal, não a percebeu de todo. Como se não bastasse decidiu encarnar. Entre banhos de imersão, excessos de ordem vária, cheira-me que o ombro de Mrs. Hudson ainda há-de ser de enorme valia... É o que dá nascermos nascer num país chamado Entroncamento.
   Ficamos sem saber, (por ora... que método científico e lógica dedutiva tudo resolvem, excepto, dizem as línguas verrinosas, camas e altares) qual dos meus du-pounds é afinal, mais chazeiro e nostálgico de grandeza como deve ser grandeza que se veja.
   Espreguiçando-me meridionalmente, resta-me ir preparando o post em cuja temática tropecei (inutilidades e disparates deviam estar proibidos de sair da coelheira):

   «Quanto à questão da língua, esta é uma forma particular de linguagem, um "sistema de signos vocais, que podem ser transcritos graficamente, comum a um povo, a uma nação, a uma cultura e que constitui o seu instrumento de comunicação", segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (A. A. V. V. Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. Academia das Ciências de Lisboa e Ed. Verbo, 2001). Bom, perguntam-me agora, e o que é um signo?
   O signo está ligado ao referente, que é o objecto real (ou uma realidade abstracta) a que o signo se refere, e é o nome que se dá ao conjunto do significante, uma sequência de sons e forma gráfica, e do significado, uma ideia ou conceito. Complicado? Vamos ver um exemplo: o signo "árvore" é constituido pela palavra escrita "árvore" e pelo conceito de árvore (uma planta com um tronco e ramos grossos castanhos coberta por um número incontável de folhas verdes), sendo que qualquer pessoa poderá apontar uma árvore (objecto físico e real) como referente. Se conhecer o seu significado! Senão não terá qualquer significado e não representará nada. Será como ler "wgtafga"...


Como vêm promete, fica o tira teimas, embora considerando os personagens em questão, talvez seja mais um tira tusas. Tudo por um bom naco de prosa conventual e tristeza a condizer (ainda me hão-de esclarecer qual a unidade de medida,  mas enfim...)

"Poetry" 
  • 1971 Ouch!
  • 1973 London Lickpenny
  • 1987 The Diversions of Purley and Other Poems

, "Fiction" 
  • 1982 The Great Fire of London
  • 1983 The Last Testament of Oscar Wilde
  • 1985 Hawksmoor
  • 1987 Chatterton
  • 1989 First Light
  • 1992 English Music
  • 1993 The House of Doctor Dee
  • 1994 Dan Leno and the Limehouse Golem (also published as The Trial of Elizabeth Cree)
  • 1996 Milton in America
  • 1999 The Plato Papers
  • 2000 The Mystery of Charles Dickens
  • 2003 The Clerkenwell Tales
  • 2004 The Lambs of London
  • 2006 The Fall of Troy
  • 2008 The Casebook of Victor Frankenstein
  • 2009 The Canterbury Tales – A Retelling
  • 2010 The Death of King Arthur: The Immortal Legend - A Retelling
  • 2013 Three Brothers

,  "Non Fiction" 
  • 1976 Notes for a New Culture: An Essay on Modernism
  • 1978 Country Life
  • 1979 Dressing Up: Transvestism and Drag, the History of an Obsession
  • 1980 Ezra Pound and His World
  • 1984 T. S. Eliot
  • 1987 Dickens' London: An Imaginative Vision
  • 1989 Ezra Pound and his World (1989)
  • 1990 Dickens
  • 1991 Introduction to Dickens
  • 1995 Blake
  • 1998 The Life of Thomas More
  • 2000 London: The Biography
  • 2001 The Collection: Journalism, Reviews, Essays, Short Stories, Lectures
  • 2002 Dickens: Public Life and Private Passion
  • 2002 Albion: The Origins of the English Imagination
  • 2003 The Beginning
  • 2003 Illustrated London
  • 2004 Escape From Earth
  • 2004 Ancient Egypt
  • 2004 Chaucer
  • 2004 Shakespeare: A Biography
  • 2005 Ancient Greece
  • 2005 Ancient Rome
  • 2005 Turner
  • 2007 Thames: Sacred River
  • 2008 Coffee with Dickens (with Paul Schlicke)
  • 2008 Newton
  • 2008 Poe: A Life Cut Short
  • 2009 Venice: Pure City
  • 2010 The English Ghost
  • 2011 London Under
  • 2011 The History of England, v.1 Foundation
  • 2012 Wilkie Collins
  • 2012 The History of England, v.2 Tudors
  • 2014 The History of England, v.3 Civil War
  • 2015 Alfred Hitchcock

(, deixando de fora a "Television" e as (caramba que «tudo o que é demais é moléstia...) "Honours and awards"), não choraminguem que já vão muito bem servidosQ!