quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Era ou Seria se Fosse. E é certo: há-de Ser.


   O título remete para o inacessível ( próprio de tudo o que foi tocado pela, ainda que fugaz, presença do misterioso). Uma homenagem pode ser uma declaração de cobardia e esta é-o, em definitivo.

   Uma manhã como a de hoje, que mais do que não nos receber, nos aparta e insiste na sua acusação sem pausas, da nossa condenação à condição de estranhos, de proscritos e (não, não há aqui qualquer contradição), a bem de eventuais e temporárias conveniências, "tolerados".

Um encontro de dois
Olho a olho
Cara a cara
E quando estiveres perto
Eu arrancarei teus olhos
E colocarei no lugar dos meus
E tu arrancarás meus olhos
E colocarás no lugar dos teus
Então eu te olharei com teus olhos
E tu me olharás com os meus.
         Texto de Moreno, incluido por Maria Bethânia no seu espectáculo "Rosa dos Ventos" (1971)



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Patrioteiro e nacionalista.



     Que bom que é ter uma casinha. A não perder   a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e.





(Um site onde pode ser como é, sem se torturar por isso , neste mundo como ele é, sem consequências de maior, nem complexos de culpa)



(um exemplo)

     Comprovadamente, visitas esporádicas, mais ou menos frequentes, fazem bem às saúdes e não atacam bolsos nem provocam azias.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Picasso



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sábado, 1 de setembro de 2018

Thierry Martenon


   O espaço e uma obra (ao acaso) desta belíssima descoberta de hoje. O artista ou, (no mais nobre sentido da palavra) artesão chama-se Thierry Martenon e vive na remota região de Auvergne-Rhône-Alpes, cuja paisagem está tão intimamente ligada às obras que pacientemente faz. Mais, algumas dessas obras são uma memória invisível da terra que habita, resgatando e incorporando a presença do tempo (o que já esteve, o que já foi).

   Deixo, pois, imagem do atelier...


e de um dos seus trabalhos de maior porte (e agrada-me que, no seu sistema de titulagem, calhe a data do meu 53º aniversário).


n°020114 (Freixo, Frêne, Ash wood, 2014, dim. 2950 x 1400 mm)
n°020114 




sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Lovely thinghs allways give us great pains


Lovely things, I thought much about you in childhood.
Before I had you I wanted you dearly
For you are so beautiful and have all my love.
Oh! How beautiful you are and perfectly shaped,
How clean you are and well kept,
I marvel you shine with such brightness . . .
I would never have thought you could cause me so much pain.



Poema escrito por um jovem ugandês, dirigido ou inspirado pelos seus sapatos, nos anos 50, in ‘‘A Uganda Secondary School as a Field of Cultural Change’’, de F. Musgrove, citado em "Subject to Colonialism; African Self-Fashioning and the Colonial Library", de Gaurav Desai (Duke University Press, 2001)